Como proteger seu negócio da indisponibilidade dos provedores de cloud?

CLOUD 16 de Dez de 2021

Nos últimos dias, serviços populares no mundo, como Disney Plus, Canva, C6 Bank, Tinder e iFood, apresentaram instabilidade e interrupções. Segundo a Amazon Web Services (AWS) — plataforma de cloud onde esses serviços estão hospedados —, a indisponibilidade foi causada por uma sobrecarga em um processo automatizado de sua rede, que impactou, inclusive, seus próprios serviços.

Apesar da Amazon informar que está trabalhando para melhorar sua resposta à interrupções, o problema ocorrido em um de seus servidores nos Estados Unidos, que gerencia atividades em diversos países, fez acender o alerta dos executivos sobre como agir em situações de indisponibilidade dos provedores de cloud a fim de proteger seus negócios.

Em casos como este, o melhor dos mundos para as empresas é ficar agnósticas aos serviços dos provedores de cloud. Para isso, as companhias devem buscar mais de um provedor para hospedar suas aplicações.

A partir do momento que você cria seus serviços, os disponibiliza em containers e usa mais de um orquestrador de cloud para gerenciá-los, você sai de um cenário de lock-in — que pode ser considerado uma espécie de “amarra” tecnológica  —, com um único provedor e passa a contar com um ambiente flexível, resiliente e com uma real alta disponibilidade.

Dessa forma, em caso de indisponibilidade de um provedor, o outro estará rodando e assim, você garante que seus serviços estejam sempre disponíveis, sem barreiras ou prejuízos para o negócio.

Cloud híbrida e multicloud surgem como solução

A cloud já é uma realidade para as empresas e seu modelo permite acelerar o desenvolvimento de soluções, adicionar novas funcionalidades aos sistemas em uso, expandir capacidade de processamento, armazenamento e segurança, entre outros benefícios.

A estratégia de cloud híbrida está em ascensão porque conta com tecnologias que permitem ter todas as vantagens de uma cloud pública em seu data center, transformando ele em uma cloud privada, que executa os mesmos componentes executados na cloud pública. Além disso, pelo cenário de indisponibilidades já mencionado neste post ou, ainda, pelo contexto financeiro global, com a disparada do dólar somado aos altos encargos nacionais.

De fato, poder escolher onde rodar suas aplicações, garantindo disponibilidade do negócio e maior proximidade com o usuário final, além de economizar, são benefícios muito almejados nos tempos atuais.

Já na estratégia multicloud, as empresas podem se beneficiar de múltiplos provedores de cloud pública, espelhando os ambientes como plano B ou até distribuindo os clientes entre os dois provedores ao mesmo tempo. Há também estratégias que direcionam o cliente para o provedor mais próximo de sua localização física.

De qualquer forma, poder balancear entre dois provedores aumenta a competição entre eles, o que permite direcionar mais recursos onde o preço estiver melhor.

Aproveite para conferir o nosso conteúdo sobre como abandonar o legado e ir mais rápido para a nuvem.

Mas por que essas estratégias ainda não são realidade para muitas empresas?

Apesar de serem soluções vantajosas, algumas empresas ainda enfrentam desafios para suas adoções, que devem ser avaliadas de acordo com as necessidades e demandas da organização.

Fatores como custos de implementação, adaptação e/ou refatoração das aplicações, custos operacionais para gestão de diferentes ambientes e times especializados em cada ambiente são os impeditivos mais comuns.

E quais as vantagens?

Entre as principais vantagens das empresas adotarem os modelos de cloud híbrida ou multicloud, estão:

  • Disponibilidade de aplicações e serviços em mais de um ambiente.
  • Diminuição da latência.
  • Evita lock-in, garantindo independência em relação aos provedores.
  • Redução e mais eficiência nos custos da operação de TI.
  • Velocidade na implementação de novas aplicações.
  • Gestão das aplicações com segurança.

Para uma boa tomada de decisão sobre qual é o melhor modelo de cloud a ser adotado, as empresas precisam fazer uma análise de risco de seus serviços críticos para mensurar os prejuízos em caso de indisponibilidade dos provedores de cloud para proteger seus negócios.


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Andre Galvani

CEO @ O2B