Conheça as 8 ferramentas CI/CD mais usadas na abordagem DevOps

CI/CD 7 de Jul de 2022

Continuous Integration (CI) é um processo bastante conhecido em desenvolvimento de software. Consiste basicamente em alterações (commits) no código-fonte, feitos por desenvolvedores a partir de um repositório compartilhado, ocorrendo de forma contínua e automática. E, a depender do projeto e da necessidade, podem também ocorrer várias vezes em um único dia.

Cada commit é monitorado continuamente por um servidor CI, o que aumenta a eficiência das compilações e verificações de código. A prática permite uma integração mais rápida do código criado pelos times de desenvolvimento, além de diminuir a carga (workload) em cima dos testadores.

O Continuous Delivery (CD) é uma abordagem na qual os times de desenvolvimento produzem software em ciclos curtos (ágeis), assegurando dessa forma que possa ser lançado de forma confiável e em pequenas iterações. Essa abordagem ajuda na redução de custos e de riscos, ao possibilitar atualizações incrementais para aplicações em produção. Assim, um processo de implementação simples e de repetição constante é de fundamental importância no Continuous Delivery.

Agora você pode estar se perguntando: okay, mas afinal qual a relação entre CI/CD? De uma forma simples, o Continuous Integration trata da automação para construir e testar aplicações sempre que novos commits são enviados para o branch. Já o Continuous Delivery é o Continuous Integration mas com o deploy para produção “ao clique de um botão”. (Talvez você também já tenha ouvido falar em CD como "Continuous Deployment”, que é quando os lançamentos acontecem automaticamente, sem nenhuma intervenção humana, mas esse é assunto para outro post).

Neste post, você vai conhecer as 8 ferramentas CI/CD mais usadas na abordagem DevOps:

Jenkins

Jenkins

O Jenkins é uma ferramenta open source escrita em Java, usada para implementar pipelines de integração e entrega contínua (CI/CD). Não encabeça essa lista por acaso: talvez o Jenkins seja a ferramenta CI mais popular do mercado.

Sua arquitetura funciona da seguinte forma:

  • Os desenvolvedores fazem as alterações (commits) no código-fonte, a partir do repositório do projeto
  • O servidor Jenkins CI verifica o repositório em intervalos regulares e extrai todo código que estiver disponível
  • O Build Server cria o código em um arquivo executável. Caso a compilação falhe, um feedback é enviado aos desenvolvedores
  • O Jenkins implementa a aplicação no servidor de teste. Se o teste falhar, os desenvolvedores são alertados
  • Se o código estiver livre de erros, a aplicação testada será implementada no servidor de produção

A preferência pelo Jenkins na abordagem DevOps vem do fato de ser modular e possibilitar a integração com praticamente todas as outras ferramentas DevOps existentes, além de oferecer mais de mil plugins para estender seus recursos e torná-lo mais específico para as necessidades de cada usuário. O Jenkins também pode ser instalado em qualquer sistema operacional que execute Java.


GitLab

Gitlab

O GitLab é uma das ferramentas de CI/CD mais usadas no cenário DevOps. É altamente escalável e pode ser instalada não apenas na nuvem, como on-premises também. Com o GitLab, armazenar o código, desenvolvedor, testar, criar e publicar seu software sem a necessidade de aplicativos ou integração de terceiros. Além disso, oferece documentação forte, controle fácil e boa UX.

Mas o principal benefício de usar o GitLab talvez seja o fato de permitir que todos os membros da equipe colaborem em todas as fases do projeto. Ele oferece rastreamento desde o planejamento até a criação para ajudar os desenvolvedores a automatizar todo o ciclo de vida DevOps e com isso alcançar os melhores resultados possíveis.


ArgoCD

Leve e fácil de configurar, o ArgoCD é uma ferramenta declarativa GitOps criada para fazer o deploy de aplicações no Kubernetes. Possibilita ler e sincronizar automaticamente a configuração do ambiente no repositório git (seja como um helm chart, ou como arquivos kustomize, jsonnet e yaml simples) e aplicá-lo aos namespaces do Kubernetes. Um benefício da sincronização automática é que os pipelines CI/CD não precisam mais de acesso direto ao servidor de API do ArgoCD para performar o deploy. Quanto à segurança, credenciais para os servidores de API dos outros clusters são armazenadas como segredos no namespace da ferramenta.

A empresa Intuit, avaliada em mais de US$ 9 bilhões, iniciou o projeto ArgoCD alguns anos atrás para atender à necessidade dos engenheiros de software por um serviço de continuous delivery rápido e confiável o suficiente para implementar centenas de microsserviços em diversos clusters Kubernetes ao mesmo tempo usando o Git.

FluxCD

FluxCD é tido como uma coleção de ferramentas para Kubernetes que faz o GitOps acontecer em um cluster em execução. Também é usado para automatizar as atualizações de configuração quando há um novo código a ser implementado. Com o FluxCD, um workflow GitOps pode ser configurado em apenas algumas etapas. Em outras palavras, o FluxCD se concentra em tornar possível manter clusters Kubernetes e aplicações cloud-native em sync com recursos externos e definições hospedadas em ambientes como, por exemplo, o GitHub. A diferença básica entre o FluxCD e o ArgoCD é que, enquanto o último permite conectar vários repositórios ao adicionar novas aplicações a um projeto, o FluxCD possibilita fazer o mesmo ao adicionar novos repositórios via bootstrap.

GoCD


Desenvolvido pela Thoughtworks, o GoCD é open source e está disponível sob a licença Apache 2.0 gratuitamente para todos os times DevOps. O nome vem de uma abreviação do auto-explicativo “Open Source Continuous Delivery and Release Automation Server”. Com o GoCD, você pode armazenar definições de pipeline em um repositório de código-fonte - seja no da própria aplicação ou ainda em um repositório separado. Dessa forma, as definições de pipeline ficam fora do GoCD e sob controle de versão, e podendo ser gerenciadas externamente. A vantagem de usar o GoCD é o suporte imediato aos cenários de continuous delivery mais comuns, sem a necessidade de instalar qualquer plugin para fazer isso.

Spinnaker

Spinnaker

Suportado por uma grande comunidade formada pela AWS, Google, Azure, Oracle, SAP, Cisco e Netflix, entre outras, o Spinnaker é usado por desenvolvedores, testadores e SREs para fazer o deploy de centenas de alterações por dia em produção. Essa plataforma de continuous delivery é também open source e multi-cloud. Combina um sistema de gerenciamento de pipeline flexível, e possui integração com os principais provedores de nuvem (incluindo Kubernetes). Com o Spinnaker é possível automatizar o processo de entrega de software e liberar alterações com alta velocidade e confiança.

Travis CI


Lançado em 2011 como open source, Travis CI atualmente é uma plataforma de integração e entrega Contínua (CI/CD) que permite aos desenvolvedores criar, testar e implementar código de maneira rápida e fácil. O software oferece suporte ao processo de desenvolvimento ao criar e testar automaticamente as alterações de código de times DevOps em incrementos menores, fornecendo feedback imediato sobre o sucesso (ou falha) da ação.

CircleCI

CircleCI


Também lançado em 2011, o CircleCI monitora repositórios do GitHub, GitHub Enterprise e Atlassian Bitbucket e lança compilações para cada nova alteração de código. O software suporta Go, Java, Ruby, Python, Scala, Node.js, PHP, Haskell e qualquer outra linguagem que rode em Linux ou macOS. Um painel e uma API permitem rastrear o status de compilações e métricas relacionadas a compilações - enquanto a integração com o Slack notifica os times DevOps quando surgem falhas e outros problemas.

Conclusão


Existem inúmeras ferramentas CI/CD disponíveis atualmente para times de desenvolvimento que trabalham com a abordagem DevOps, tanto proprietárias como open source. É evidente que a aplicação de cada uma depende muito do contexto e do ambiente de produção. Muitas novas ferramentas CI/CD também devem ser lançadas ao longo dos próximos anos, atendendo às necessidades de projetos de software mais inovadores, na medida em que as tecnologias também evoluem com o tempo.

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