Qual a diferença entre Docker e Kubernetes e quando usar um ou outro?

Docker 5 de Mai de 2022

É comum a confusão em torno do uso das ferramentas Docker e Kubernetes. À primeira vista, isso se deve ao fato de ambos lidarem com containers em uma aplicação. Mas, em uma explicação simplista, podemos afirmar que, enquanto o Docker trata da criação de containers, o Kubernetes cuidará do gerenciamento (ou orquestração) deles em um dado sistema. Ambos possuem, portanto, finalidades distintas. E, como veremos neste artigo, podem também funcionar de forma independente.

O que é o Docker no processo de desenvolvimento?


O Docker é uma ferramenta open source para construção e implementação de aplicações nativas da nuvem (cloud native). Mas, em virtude de sua utilidade, também é conhecido como “plataforma de conteinerização”. Ele nasce do conceito de que é possível empacotar o código de uma aplicação, com todas as suas dependências, em containers - que nada mais são do que componentes executáveis ​​padronizados que combinam o código-fonte da aplicação com as bibliotecas do sistema operacional e as dependências necessárias para executar esse código em qualquer ambiente. O Docker, dentro desse contexto, serve para empacotar e enviar a aplicação ao próximo nível no processo de desenvolvimento.

Qual a importância do Docker?


A importância do Docker reside no fato de permitir uma implementação fácil em um ambiente de nuvem, servindo de base para a entrega de aplicações ultramodernas. Além disso, representa uma abordagem focada na eficiência do uso de microsserviços, com tecnologia controlável e granular.

Em outras palavras, o Docker possibilita a conteinerização dos microsserviços ao simplificar a entrega e o gerenciamento desses microsserviços. A conteinerização, por sua vez, fornece microsserviços individuais com ambientes de workload isolados, prontos para serem implementados e escalados de forma independente.

E onde entra o Kubernetes nessa abordagem?

Você pode pensar em container como sendo um pacote padronizado para microsserviços contendo todo o código da aplicação e suas dependências necessárias. O Kubernetes vai entrar em cena nessa abordagem como um sistema para operar aplicações em containers em larga escala.

Em sua definição, o Kubernetes representa uma plataforma open source para orquestração de containers que serve para automatizar muitos dos processos manuais envolvidos no deploy, gerenciamento e dimensionamento de aplicações. Ou seja, é bastante útil (e veloz) se você estiver lidando com muitos containers e precisar de automação das etapas ao iniciá-los.

Combinar práticas DevOps com containers e Kubernetes possibilitará a construção de uma arquitetura baseada em microsserviços para promover entrega rápida e orquestração escalável de aplicações cloud native. Em resumo, combinar Kubernetes com Docker irá tornar sua infraestrutura mais robusta e sua aplicação mais disponível, em altíssimo nível.

No entanto, como afirmamos no início deste artigo, Docker e Kubernetes podem funcionar de forma independente. Sendo o Kubernetes um orquestrador de containers, ele precisa de um container runtime para orquestrar. Por conta disso, ele é mais comumente usado com o Docker, mas também pode ser usado com qualquer outro container runtime.

Por exemplo, RunC, cri-o e containerd são outros ambientes de execução de container alternativos ao Docker para se usar com Kubernetes. A Cloud Native Computing Foundation (CNCF) mantém uma lista de ambientes de execução de containers, e a própria documentação do Kubernetes fornece instruções específicas para configurar o uso do containerd e do cri-o.

Conclusão


Neste artigo, vimos como Docker e Kubernetes podem ser usados de forma complementar. Embora existam outras soluções disponíveis, essa é uma combinação bastante popular no mercado. Mas a joia da coroa é sem dúvida o Kubernetes, pelo simples fato de simplificar enormemente o processo de implementação e lançamento de aplicações. Além disso, também garante a escalabilidade em múltiplos ambientes de desenvolvimento.

E talvez o mais importante de tudo: com o Kubernetes é possível simplificar e acelerar a migração de aplicações de um ambiente on-premises para nuvens oferecidas por qualquer provedor. Com isso, o risco de vendor lock-in também é reduzido, uma vez que as aplicações podem funcionar em qualquer ambiente, público ou privado, sem perdas funcionais ou de desempenho pelo caminho.

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Andre Galvani

CEO @ O2B